terça-feira, outubro 20, 2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
domingo, outubro 18, 2009
Sobre a literatura há pouco para dizer. E o que há não adianta grande coisa. O que há na literatura é muito para escrever, para pensar, para investigar. Como se fosse necessário voltar ao princípio, sempre, independentemente das circunstâncias. A palavra escrita nunca pode deixar de estar na linha de partida de um tempo, de qualquer tempo...
sábado, outubro 17, 2009
Sentas-te no sofá, de perna cruzada, a olhar-me, parecendo rir e chorar ao mesmo tempo. Em palavras nítidas e concludentes, explicas, recordas, admites que não tiveste hipóteses. Comovo-me com a tua história. Morreste há mais de vinte anos, mas continuas real e palpável no odor, nos gestos, no brilho de pele...
sexta-feira, outubro 16, 2009
O Pico emerge todos os dias em mim. Mesmo quando lá não estou, penso nos seus momentos, no que estarão as pessoas a fazer, nos carros que andam nas estradas, nos restaurantes com ruído de talheres, nas zonas balneares abandonadas no Inverno, nas nuvens que circundam a montanha, no vento e no mar que elevam a ilha nos céus.
quinta-feira, outubro 15, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
Porque a vida é uma oportunidade única, a morte não deveria ocorrer arbitrariamente, nem facilmente. Os órgãos vitais deveriam dispor de protecção natural contra ameaças à saúde e aos acidentes fatais. E, para garantir o equilíbrio demográfico, os nascimentos também deveriam ter os seus processos de bloqueio…
segunda-feira, outubro 12, 2009
Ler à noite na cama proporciona-me a mesma sensação física de quando na adolescência lia desalmadamente antes de dormir. A luz é a mesma sobre a mesa-de-cabeceira. O calor das cobertas. A escuridão lá fora. O vento deslizando nas sombras das paredes. E aquele silêncio de palavras refulgentes em que a casa navegava. E navega.
domingo, outubro 11, 2009
Não poder escrever quando me ocorre uma ideia porque estou a pagar compras no hipermercado ou porque estou com alguém que encontrei casualmente na rua e cuja conversa seria indelicado interromper é suficiente para me levar às lágrimas pela certeza de que não serei capaz de recordar mais tarde o que pretendia registar.
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